Umbigo
Tuesday, October 28, 2003
 

XXI.


O nº 426 da revista «Caras», de 11 de Outubro de 203, já uma raridade avidamente disputada por coleccionadores nacionais e estrangeiros, impressiona pela profundidade das afirmações produzidas por alguns protagonistas. Para ler e meditar:


«Considero-me um conquistador» (Carlos Queiroz)

«Amarmos sabendo que estamos a perder-nos a nós próprios não é bom» (Elsa Raposo)

«A melhor coisa é sabermos perdoar» (Elsa Raposo)

«Dá-me imenso prazer andar com o cabelo assim! Além disso, é um trabalho de engenharia e arquitectura que é de admirar» (Ana Maria Lucas)

«Não vejo esta loja como um conceito só empresarial, vejo como um mimo e um sonho» (Catarina Furtado)

«Adoro sapatos, mas estrago-os bastante» (Maria de Belém)

«A única coisa que me preocupa agora é uma cadelinha yorkshire, de oito anos, a Mara» (Helena Vieira)

«Tem de haver tempo só para o casal» (Anabela Baldaque)

«Se uma relação for vivida de forma coerente, tudo é possível» (Bárbara Taborda)

«A roupa colorida dá mais graça à vida» (Isilda Peixe)

«Apetece-me que o meu país deixe de ser uma utopia e passe a ser uma realidade» (Rogério Samora)

«Qualquer mãe quer que os filhos cresçam felizes, atentos e solidários» (Margarida Martins)

«’Tou-me cagando para o segredo de justiça» (Eduardo Ferro Rodrigues)

«Sou adepta da ganga» (Helena Isabel)

«A Rita Ribeiro é o que eu chamo um bicho de palco e esta noite transmitiu muito amor» (Mara Abrantes)

«Dalí é um mestre» (Felipa Garnel)

«Este é o século em que a mulher confirmará se quer ou não ter uma carreira e uma família» (Ana Mesquita)

«Desde que entrei nos filmes de Manuel de Oliveira, começaram a confundir-me na rua com Sua Excelência o Ministro da Defesa Nacional» (Catherine Deneuve)

«Amor e paixão são sentimentos que devem ser cultivados a todo o momento» (Carlos Queiroz)

«O Zé Luís tem algum poder sobre mim, sem me cortar as asas, domina-me, sem me castrar» (Filomena Cardinali)

«No fundo, retirarem-me o útero é tirarem-me qualquer coisa da minha feminilidade» (Filomena Cardinali)

«De quando em quando, também o Doutor Oliveira Salazar apreciava o anal» (Fernando Dacosta)

«Sou muito esquisita com as almofadas que uso» (Cristina Santos e Silva)

«Conhecer o meu marido foi das coisas mais loucas que me aconteceu» (Célia Figueiredo)

«Desde que me casei que sou outra pessoa ao volante» (Pedro Mendes de Almeida)

«Queria muito fazer uma tatuagem. Levei dois anos a decidir-me, mas há dois anos acabei por fazer uma no braço e outra no cóccix no mesmo dia» (Rita Guerra)

«Eu tenho anemia e como estava sempre a vomitar só podia ir do sofá para a cama e vice-versa. Isto durante três meses, nem podia sair de casa nem nada. Depois, lá comecei a melhorar, mas sempre com enjoos, nunca passaram» (Teresa Barraca Dias)

«Sou muito fiel aos meus amores: o preto, o branco e o bege» (Lili Caneças)

«Umas botas pretas são imprescindíveis» (Paulina Figueiredo)

«Tenho tendência para usar mais perfumes de homem do que de mulher. Às vezes, o Fernando zanga-se» (Bibá Pitta)

«Vou sempre atrás daquilo em que acredito» (Carla Salgueiro)

«Gosto de ouvir críticas construtivas» (Carla Salgueiro)

«Alguns dos meus defeitos podem tornar-se qualidades» (Carla Salgueiro)
 
Tuesday, October 21, 2003
  XX.


Da Vida, Obra e Trabalhos da Baronesa von Raposo

Importante o confronto entre duas publicações de reconhecido mérito cultural. Atenção às datas:

A - revista «Caras», nº 462, edição de 11 de Outubro de 2003

Entrevista com a Senhora Dona Elsa Raposo, encimada com o título: «“Era uma relação sem futuro”. Elsa Raposo fala da ruptura com João Lança de Morais»:

– Então o que representa o barão Stefan von Breisky na sua vida?
– Eu e o Stefan somos muito amigos. Frequento a casa dele, que conheci através da Ruby, há pouco mais de um ano. É uma pessoa fantástica, e se um dia surgir um clima, algo mais – e nós damo-nos lindamente, ele é tão maravilhoso –, porque não?
– Conseguirá entregar-se de novo a um homem?
– Se me apaixonar, com certeza que me entrego totalmente. Mas com calma.

Ao dia 11 de Outubro, a Dona Elsa Raposo prometia-nos «ir com calma». Vejamos, então, quando surgiu «um clima»:

B - revista «Lux», nº 181, edição de 18 de Outubro de 2003

Capa: «Elsa Raposo. Noiva do barão austríaco Stefan von Breisky. Casamento em Londres».

Interior: «Estava com o Stefan em Cascais a assistir a uma aula de equitação dos meus filhos e ele pediu-me em casamento».
Prossegue a notícia: «Elsa Raposo aceitou e a cerimónia, civil, deve acontecer “ainda antes do Natal, muito provavelmente, em Londres, porque fica a meio caminho para os convidados”».

O observador atordoado: ó Elsa, putativa baronesa Breisky, então tu no dia 11 querias ir «com calma» e sete dias depois já estás de casamento marcado com um cavalheiro com idade para ser teu pau, perdão, pai?
Tudo se passou, confessa a própria, numa aula de equitação. O mistério começa a desvanecer-se: tinha de haver alguém montado no meio da história.
E ainda são as desgraçadas de umas imigrantes do Brasil que a xenófoba revista «Time» se lembra de pôr na sua capa. Pior: honestas alternadeiras em terras brigantinas, comete a publicação norte-americana a ousadia de insinuar que estamos perante prostitutas. Confirma-se a cegueira do imperialismo e da globalização.

À atenção final do Sr. Breisky: a rapariga afirmou publicamente que «se entrega totalmente». Exija os seus direitos.
 
Monday, October 20, 2003
  XIX.

Folheando um livro de entrevistas da esplendorosa Maria João Avillez (a «Hermínia Silva» do nosso jornalismo, já aqui contemplada), intitulado «Do Fundo da Revolução» (ed. Público, 1994), deparamos, a dado passo, com uma conversa com o autor do blog «Abrupto».
José Pacheco Abrupto recordava a sua ruptura com a extrema-esquerda, ocorrida em Abril de 1975, dizendo:

«Encontrei-me numa situação material complicada, não acabara o curso...»

Vai daí, entra sagazmente a nossa Hermínia:

«... De Filosofia?»

E replica, à viola, o acompanhante Pacheco («anda Pacheco!»):

«Sim. Quando a polícia me assaltou a casa, entre outros papéis, levou-me também a tese de doutoramento, estava praticamente pronta» (página 91).

Quer-se dizer: o rapaz, pelos vistos, ainda não acabara a licenciatura e já tinha a tese de doutoramento «praticamente pronta». Comparado com isto, bem pode o Dr. Graça Moura traduzir 454 volumes da «Summa Theologica» de S. Tomás de Aquino numa só noite (e a fazer rima!) que não chega aos calcanhares deste grandioso abrupto. Bem pode o Doutor Marcelo ler o «Diplomacy» do Kissinger em 43 minutos (e em braille!) que vai ter que comer muito para ombrear com Pacheco Pereira, o homem-que-antes-de-se-licenciar-já-tinha-praticamente-pronto-o-doutoramento (por este caminho, teve um filho antes de conhecer carnalmente a mulher...).

Abruptamente licenciado, abruptamente doutorado. Pena é que algum marreco da polícia tenha aproveitado a balbúrdia revolucionária para apresentar a dissertaçãozinha do nosso Pacheco numa qualquer universidade estrangeira. Suspeita-se, obviamente, do Professor Doutor Moita Flores, sendo menos consistentes as pistas que apontam na direcção do Professor Neca. A dúvida, porém, persiste : o que é que interessava à polícia a porra da tese do Zé Pacheco?

E pergunta-se ainda: se a cambada dos Mellos e Champallimauds abichou indemnizações, porque não ressarcir também o nosso infortunado Pacheco? É que, veja-se bem, a tese estava «praticamente pronta». José Pacheco Pereira foi, indiscutivelmente, abruptamente espoliado. Não fora o PREC e o rapaz estava doutorado. Assim, tem de se contentar em escrever «biopics» de personagens menores como Álvaro Barreirinhas Cunhal. Ou então, parafraseando a fadista Hermínia Silva (a autêntica, não o "pastiche" joranlístico) num velho anúncio da aguardente Macieira, teve «de ir lá fora (Estrasburgo) fazer pela vida».

Enfim, mais um valor nacional que se perdeu. Deste modo, não admira só sejamos capa da «Time» à conta de putas. E brasileiras, para cúmulo.

Roga-se, pois, ao sr. inspector-adjunto de 3ª classe, sr. Artímio Pentaleu Fernandes, que devolva, quanto antes, ao Licenciado José Pacheco Pereira a tese de doutoramento «praticamente pronta» que abruptamente lhe furtou de sua casa nos idos de Abril de 1975.
 
Monday, October 06, 2003
  XVIII.

Um breve apontamento. Na rubrica «Conversa com vista para...», saída na «Pública» de 5 de Outubro transacto, Isabel Carlos, comissária da Bienal de Sidney de 2004, confessa a Maria João Seixas e, enfim, ao Mundo em geral:

«Quando estou preocupada ou aborrecida nada me anima mais do que ler dez linhas de um pré-socrático! Tudo neles é tão simples e ao mesmo tempo tão complexo e é tão comovente sentir toda a complexidade do mundo questionada pelos primeiros pensadores».





XVII.


O «Expresso» continua a provocar-nos. Nós bem não queríamos, mas a colecção «Cem Inanidades Sobre Os Lusíadas», com o apoio Planeta Agostini, lança novamente uma pérola, de Vergílio Alberto Vieira (escritor):

«Depois da leitura com que a perspectiva humanista preencheu o horizonte de esperança que a portugalidade do reino, décadas sobre décadas, entre nós exigiu, ler hoje Os Lusíadas continua a ser a resposta adequada à carência de saber em português, maior carência de saber que, porventura, em outros tempos.
Porque se corre o risco de a leitura não fazer sentido; de fazer cada vez menos sentido; de pouco (ou nada) favorecer a finalidade de conciliar Camões com Portugal, de conciliar Portugal com Camões».


 
Wednesday, October 01, 2003
  XVI.



E o «Público» vai inovando. Afinal, não foi ele que lançou o utilíssimo «Cargas e Transportes»? Desta feita, inaugurou uma rubrica que ficará nos anais do humor negro nacional. Referimo-nos, obviamente, ao conhecido «Necrologia.net». Na frieza própria das novas tecnologias (tipo mensagem SMS: «Estou grávida, Rui. Acho k pai és tu. Paga pensão, bjs»), o «Necrologia.net» possui diversas «valências», permitindo-nos manter informados on-line sobre os concidadãos que vão quinando em cada dia que passa. Saudosos os tempos das páginas inteiras cheias de cruzes negras do majestoso «Diário de Notícias» («Bem, vamos lá ver agora os que deixaram de fumar hoje. Olhó o Arnaldo, camandro, ainda há três quinze dias estava aí onde tu estás a falar das mamas da Florbela Queirós! Isto realmente só mesmo é preciso estar vivo», eram frases marcantes desses dias gloriosos).

Agora, temos o «Necrologia.net». Em cafés e pastelarias, já se ouvem conversas do tipo:
– «E a tua tia avó, aquela da massa, como tem passado?»
– «O quê? Não consultaste o Necrologia.net de anteontem?»
– «Desculpa, estive fora em trabalho. Olha, os meus sentimentos».

Ou ainda:
– «Paulo, o nosso casamento está por um fio. Acho que vou mandar anúncio para o Necrologia.net».

A Tabaqueira, S.A., instituição de utilidade pública, projecta mesmo colocar novos e alucinantes anúncios nos seus maços: «Os fumadores estão aqui estão na Necrologia.net» ou «Tabaco: passaporte para o ciberspaço».

Não têm, no entanto, os portugueses dado o devido relevo a um serviço prestado pelo «Necrologia.net». É que o «Público», sempre bem informado, não tem apenas aquela coluna idiota «Hoje Fazem Anos» (Simão Sabrosa, 24; Emídio Guerreiro, 149; Fernando Vale, 157; Mário Soares, 86 e continua ordinarote; Bárbara Guimarães, 6 d.C. (depois de Carrilho); André Sampaio, anos suficientes para levar com um pano encharcado naquela tromba enjoada). Além disso, o «Necrologia.net» mantém uma lista, actualizada ao minuto, sobre os nossos mortos. A consulta à pasta «Archives» é sempre boa para dissipar aquelas dúvidas, que ocorrem em tantas conversas, sobre se determinada personalidade está ainda entre nós:

– «É pá, o Raul Durão desapareceu completamente. O gajo ainda está vivo, não está?»
– «Olha, sinceramente não sei. Mas vou ver aqui na Necrologia.net».

– «Vi ontem um filme com o Max von Sydow. Daquilo já não se faz».
– «Mas o gajo ainda não morreu!».
– «Não morreu, o quê? É o que tu quiseres. Ainda ontem estava esticadinho ao comprido na Necrologia.net».

– «Então e o Bin Lade (é assim mesmo: «Bin Lade»), os gajos bem escarafuncham lá os túneles, mas não há maneira de lhe deitarem a mão!»
– «Olha, isso é o que eles deixam vir cá para fora (o «vir cá para fora» é outro clássico). Deixa-me ver o que nos diz a nossa Necrologia.net».

– «Então e como estivemos de mortos nas estradas este fim de semana, Ernesto?»
– «Quarenta e três, sr. dr., com possibilidades de irmos aos 52, se aqueles 9 feridos graves não se baldarem aos seus compromissos. Precisamos manter as médias, dr.. É por causa da Europa»
– «Mantém-me informado, Ernesto»
– «Sim, sr. dr.».

– «Tu não me digas que ainda compras o Semanário!»
– «Enquanto não sair na Necrologia.net, compro. É preciso dar uma ajuda aos mais carenciados»

– «O Papa não faz este Inverno»
– «Não te estejas a adiantar, Mário, que o rapaz ainda não está na Necrologia.net».

«Necrologia.net» permite ainda resolver mistérios históricos que desde há muito atormentam os espíritos. Refira-se, a título de exemplo, que John Kennedy, Howard Hughes e Elvis Presley NÃO CONSTAM de «Necrologia.net». Confirmam-se, pois, os rumores de que estão vivos, provavelmente na colónia balnear de Guantanamo. O mesmo acontece em relação a outras figuras históricas, como Átila (animador da ordeira claque «Juve Leo»), Jesus Cristo (empresário com sucursais em todo o país e no estrangeiro), Gengiscão (cidadão oriental, proprietário do restaurante “Tun-Fon” e de uma loja dos 300, agora conhecidas como 1,5 €) ou António Champallimaud (reformado dos CTT).

Uma consulta a «Necrologia.net» permitiu fazer uma listagem curiosa, ordenada por grupos em ordem decrecente de vitalidade:

A - Vivíssimos

Marcelo Rebelo de Sousa – entertainer (em todos os planos da sua actividade profissional).
Maria Elisa Domingues - fatigada crónica; grande vulto da cultura portuguesa, vítima da inveja e mesquinhez nacionais.
Pedro Miguel Ramos - antecessor do Ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho na titularidade da pasta Bárbara Guimarães; detém actualmente, mas por pouco tempo, o troféu Fernanda Serrano na época Verão-Outono 2003.
Filomena Pinto da Costa - gaja-que-foi-capa-da-revista-do-circunspecto-Expresso-algures-no-Verão-de-2003 (por sinal, na mesma edição em que publicaram uma declaração de princípios contra o sensacionalismo jornalístico).
Pilar Saramago - nos termos do artigo 37º do Código de Direito de Autor, é devido o pagamento de direitos, em numerário, até 70 anos após o falecimento do respectivo titular.
Camilo Oliveira – humorista insuperável.
Paulo Teixeira Pinto – o que é que este marreco anda a fazer num partido que se diz social-democrata?
Antero da Silva Resende – só as suas crónicas conseguem manter vivo o valroso periódico «O Dia»
Vasco Graça Moura - com o patrocínio das cigarrilhas Mercator, encontra-se a traduzir em verso a lista telefónica da cidade de Osaka. Espera-se que conclua o trabalho, ontem iniciado, no próximo fim-de-semana.
Dias Loureiro - eterna reserva moral; no entrementes, aparou o bigode.
Diana Champ Martins da Cruz - futura doutorada pela Harvard Medical School. Mais um valor nacional que se perdeu. E arma de destruição maciça: com uminocente requerimento, mandou abaixo dois ministros, um dos quais seu pai (desculpem: encarregado de educação).


B - Moribundos

Amílcar Theias - Ministro do Ambiente (às 23:53 do dia 29.09.03).
Sport Lisboa e Benfica - colectividade recreativa de zona limítrofe da Grande Lisboa.
Luís Filipe Scolari - futuro campeão europeu de rappel; até lá, aufere cerca de 20 mil contos/mês, ao câmbio antigo.
Eduardo Barroso - cronista ambidextro, pois tem a capacidade de escrever sobre dois temas: medicina e futebol. Fora disso, não há nada.
Eduardo Ferro Rodrigues - astrólogo e cabalista, contra-regra da revista «Venha o Próximo»; fica particularmente bem dentro de uma igreja, nomeadamente quando aperreado num fraque dois números abaixo do seu.

C - Zombies (com vontade de regresso ao mundo dos viventes)

Aníbal António Cavaco Silva - economista algarvio.
António de Oliveira Guterres - comparsa do anterior, mas «solidário» (viu-se!).
Domingos Duarte Lima - pacato contribuinte, injustiçado pelo falso jornalismo de investigação.
Nuno Severiano Teixeira - segundo as suas palavras, fundador de um «think tank» que não é «policy oriented» (e digam lá se não é lindo viver neste nosso Portugal?).
Paulo Portas - segundo as biografias mais autorizadas, consta que sir Winston Churchill não era panasca.
Luís Francisco Rebello - cidadão desapegado de bens materiais; pai de família modelar, preocupado com o futuro dos seus.
Diogo Freitas do Amaral - dramaturgo a atravessar difícil andropausa.
Manuel Monteiro - definitivamente, um palhaço.


D - Mortos e enterrados

Pedro Abrunhosa - invisual da cidade do Porto.
Processo Casa Pia - história fantasiosa que alimentou a «silly season» no Verão de 2003.
Herdade do Brejão – mega-projecto agrícola na costa alentejana dos tempos do cavaquismo, liderado pelo empresário Thierry Roussel. Co-financiando pela União Europeia e agora é só ir ver a bela merda que lá está.
Sagres Europa - bebida espirituosa dos anos 80, rejeitada pelos consumidores após a vinda de fundos estruturais que permitiram aos portugueses beber cerveja importada.
Arrependidos do processo FP-25 - antigos terroristas; actualmente, arrependidos de se terem arrependido, julgando que isto era como nos filmes americanos com identidades novas, vivendas em Miami e operações plásticas.
ex-Ministro Martins da Cruz - com aquela carinha de goraz, foi capaz de jurar por sua honra, em pleno hemiciclo do Parlamento da República Portuguesa, desconhecer em absoluto o futuro escolar da filha (rapariga que, por sinal, não via há 6 anos). Dizem que saíu com «dignidade» (a mesma que lhe faltou quando ministro) e, segundo o próprio, de «consciência tranquila».
Sobrinho do Dr. Isaltino Morais - recatado emigrante na Confederação Helvética, tenta, sem sucesso, descontar um cheque no Crédit Nationale de Lausanne, onde, graças a economias feitas em 323 anos de trabalho, possui uma conta à ordem no valor de 4.3 milhões de dólares.
Manuela Arcanjo – gnomo irritante que exerceu funções governativas algures nos anos 90.
Alberto Costa - antigo Ministro da Administração Interna; passará à História por ter sido em relação à sua pessoa que se utilizou pela primeira vez a expressão, agora vulgarizada, «erro de casting».
Mara Abrantes – sucedâneo nacional de Shirley Bassey; substituída por versão modernizada na pessoa da cantora Sara Tavares
Maria Armanda – sucedâneo nacional de Shirley Temple; criança gorducha que ganhou o troféu “Sequin de Ouro” e foi barbaramente explorada pelos padrinhos; actualmente, é um cancelão de meia-idade
José Cid – sucedâneo português de Elton John; conseguiu regressar à fama quando posou nu com um disco de ouro a tapar as partes pudendas.
António Vigário – na contestação às propinas, destacou-se como líder estudantil; por isso, terminou a carreira no momento em que os outros a começam: ao concluir a licenciatura. É que não é Cohn-Bendit quem quer.
Fernando Ká - preto de serviço do Partido Socialista; substituído pelo Dr. António Costa, que, segundo «Necrologia.net», «não é preto mas faz as vezes de...».
Miguel Esteves Cardoso .- parafraseando o título de uma das suas obras, o gin tónico é fodido.
Ivan Nunes – tendo como profissão ser filho da Professora Doutora Ana Prata, desde jovem passou dificuldades económicas, subindo a pulso na vida; fogo-fátuo da extrema-esquerda portuguesa, prontamente substituído por «starlettes» do sexo feminino, como as professoras Ana Drago e Joana Amaral Dias. Ao que consta, integra actualmente o grupo circense de Coimbra «Equipa do Prof. Boaventura Sousa Santos». Negócio do século: comprar o doutor Ivan pelo que ele vale e vendê-lo pelo que ele julga que vale.
Badaró - cómico de nacionalidade brasileira; na idiotice e falta de graça, ultrapassado a todos os níveis por Guilherme Leite.
Rui Tovar - comentador desportivo; olhos azuis aguados.
Bernardo «Nino» Vieira – humanista da lusofonia.
Fernando Pereira - imitador e cançonenista; há 17 anos em tournée nas comunidades portuguesas na Lapónia Central.
Rute Marques - ex-manequim, futura calista diplomada no Shopping Cidade do Porto.
Chalana - ex-marido da distinta senhora Anabela Chalana; actualmente, columbófilo.
Moser - profissional de futebol, sempre se destacou pelo aspecto aristocrático.
Ricardo Sá Pinto - idem, mas com problema de fechamento dos maxilares (excesso de dentição na cavidade bucal); único profissional de futebol convidado para o casamento de S.A.R. o duque de Bragança, aos Jerónimos; segundo o «Necrologia.net», a razão do convite prendeu-se com a forma franca, aberta e desempoeirada como resolveu um pequeno problema de índole laboral com o seleccionador nacional de futebol Artur Jorge.


 
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